quarta-feira, 14 de maio de 2014

arbóreas

Amo as árvores:
com a sua sombra,
ladeiam a entrada
do meu jardim,
à sua sombra
voo pelas áleas 
onde se escondeu 
a loucura que me acomete.

As minhas árvores herdarão
os sonhos que nunca tive,
os desvarios
e as prevaricações,
os sentidos sem sentido.

Em frente ao meu jardim
moram as rosáceas
de velhas catedrais,
onde se oculta,
num estreito sacrário,
toda a pureza que me escapa.  
(fonte da imagem:
https://www.google.pt/url?sa=i&rct=j&q=&esrc=s&source=images&cd=&cad=rja&uact=8&docid=1Ai0coMU-dAbvM&tbnid=GGDBZuyKvriKNM:&ved=0CAQQjB0&url=http%3A%2F%2Fwww.tripadvisor.co.uk%2FLocationPhotoDirectLink-g187371-d192291-i75071354-Cologne_Cathedral_Dom-Cologne_North_Rhine_Westphalia.html&ei=hJNzU8CvA8Wd7QbKvYCIDQ&bvm=bv.66699033,d.d2k&psig=AFQjCNEKvPbcGJAULmXN8XPcOaN8FF8IYw&ust=1400169707211538)


1 comentário:

Daniel C.da Silva (Lobinho) disse...

Parabéns!
Está belíssimo!
Gostei, porém, particularmente da última estrofe, sem demérito da beleza do conjunto...

Muito bom!