sexta-feira, 20 de junho de 2014

em preguiça



O marulhar das ondas,
a sua cor leitosa,
morna,
fecundada pela Lua,
o fluir do tempo,
o escorregar lento,
suave como os segundos
rodopiando pelo relógio:
era assim que semicerrava 
a vida,
num ciclo sem remorso…
Ao longe,
entre os recifes,
por entre espelhos de água
contidos em si próprios,
vejo todas as cores que se cruzam,
todos os restos de ocasos 
perdidos no desvario 
urdido pelas tuas mãos.
Rege, pois, o destino por tempos mais favoráveis.
(foto do autor obtida com telemóvel) 
(publicado em 77palavras)

1 comentário:

Vieira Calado disse...

Um poema muito gentil e belo!
Um abraço!