quinta-feira, 25 de abril de 2013

K

linha-espaço

Embalou o fado,
no seio do seu
quase-grito,
desde a criação
à modernidade;
nos silêncios
consumiu a voz
entre trejeitos
e stacattos;
refreava-se,
numa quietude
exigente,
intuída;
torcia os dedos,
o xaile,
a viola,
e a palavra soltava-se,
em pulsos delirantes,
trepando lesta,
e as linhas da pauta
não chegavam para a conter!...
(fontes das imagens:


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"[...] Apesar de tudo o que se passa à nossa volta, sou optimista até ao fim. Não digo como Kant que o Bem sairá vitorioso no outro mundo. O Bem é uma vitória que se alcança todos os dias. Até pode ser que o Mal seja mais fraco do que imaginamos. À nossa frente está uma prova indelével: se a vitória não estivesse sempre do lado do Bem, como é que hordas de massas humanas teriam enfrentado monstros e insectos, desastres naturais, medo e egoísmo, para crescerem e se multiplicarem? Não teriam sido capazes de formar nações, de se excederem em criatividade e invenção, de conquistar o espaço e de declarar os direitos humanos. A verdade é que o Mal é muito mais barulhento e tumultuoso, e que o homem se lembra mais da dor do que do prazer."

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