quinta-feira, 25 de abril de 2013

linha-espaço

Embalou o fado,
no seio do seu
quase-grito,
desde a criação
à modernidade;
nos silêncios
consumiu a voz
entre trejeitos
e stacattos;
refreava-se,
numa quietude
exigente,
intuída;
torcia os dedos,
o xaile,
a viola,
e a palavra soltava-se,
em pulsos delirantes,
trepando lesta,
e as linhas da pauta
não chegavam para a conter!...
(fontes das imagens:


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