sexta-feira, 13 de abril de 2012

incerteza

Hesito,
e é na reticência 
que me agasalho.
É nebuloso o sonho
e urgente a magia:
talvez seja hoje
que as minhas palavras
inquietem as ervinhas
do teu abraço.
Regresso,
na hesitação
dos passos
em que ainda me perco.
Agora,
estico o braço
que entra pelo amanhã dentro,
e retorno
ao fim,
ao limiar
da manhã de Adão.

(fonte da imagem:
http://www.google.com/imgres?hl=pt-PT&gbv=2&biw=1117&bihhttp://www.google.com/imgres)

1 comentário:

Nilson Barcelli disse...

"talvez seja hoje
que as minhas palavras
inquietem as ervinhas
do teu abraço."
Gostei do teu poema.
É magnífico.
Abraço, sem ervinhas...