quinta-feira, 5 de abril de 2012

K

lobo do Homem

Conta as nuvens,
inquire os céus,
abraça o Sol,
afaga a Lua.
As estrelas até
podem celebrar
a tua ausência,
não importa,
é o teu rosto
que imprime
o teu saber,
as galáxias
por ti
desenterradas,
pó de lembranças
que nem as águas
conduzem em si.
Mergulhas-te,
excedes-te,
forças o vento
até o desviares,
e soergues-te,
no horizonte,
no plano
em que buscas
a cisão,
raça de Homem,
apetite avaro!

(fonte da imagem:

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1 Comentários:

Blogger Nilson Barcelli disse...

É assim, o Homem...
Magnífico poema.
Um abraço, caro amigo.

quinta-feira, 12 abril, 2012  

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"[...] Apesar de tudo o que se passa à nossa volta, sou optimista até ao fim. Não digo como Kant que o Bem sairá vitorioso no outro mundo. O Bem é uma vitória que se alcança todos os dias. Até pode ser que o Mal seja mais fraco do que imaginamos. À nossa frente está uma prova indelével: se a vitória não estivesse sempre do lado do Bem, como é que hordas de massas humanas teriam enfrentado monstros e insectos, desastres naturais, medo e egoísmo, para crescerem e se multiplicarem? Não teriam sido capazes de formar nações, de se excederem em criatividade e invenção, de conquistar o espaço e de declarar os direitos humanos. A verdade é que o Mal é muito mais barulhento e tumultuoso, e que o homem se lembra mais da dor do que do prazer."

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