segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Frágil
Sorrio ao vento,
e é na fragilidade das palavras,
que me envolvo no silêncio.
Nas hastes do sonho,
penduro o meu olhar
[semicerrado]
no aconchego de um poente,
algures num mar luminoso.
Sabe-me a sal a minha face,
e,
nas correrias na praia
{mastros encimados por liras,
aqui e ali}
há um não-sei-quê de poético,
que leva e traz essas palavras
(frágeis)
na terna, fugaz memória
de um homem sentado à beira-mar. 

(fonte da imagem:
http://www.flickr.com/photos/pedrosz/)

2 comentários:

Rafeiro Perfumado disse...

Mas não sorrir demasiado se estiver muito vento, arriscamo-nos a engulir algum mosquito...

Graça Pires disse...

Um homem sentado à beira mar é sempre uma imagem poética. Por isso te saíu este belo poema com palavras e silêncios deitados ao vento.
Um beijo.