quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

K
Retrato
Uma batida em surdina,
um caco voando,
uma nuvem esquecida,
um riso vadio.
Suspiros em uníssono,
um resvalar entrecortado
de beijos em jura;
submersos são os raios de sol,
em catadupas de prata;
salve-se o meu juízo
servido numa bandeja,
entre duas perdizes
degoladas.

(fonte da imagem:

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1 Comentários:

Blogger Nilson Barcelli disse...

Poema interessante.
Gostei de todo o poema.
E do juízo servido numa bandeja... entre duas perdizes...
Caro amigo, uma abraço.

quinta-feira, 17 fevereiro, 2011  

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"[...] Apesar de tudo o que se passa à nossa volta, sou optimista até ao fim. Não digo como Kant que o Bem sairá vitorioso no outro mundo. O Bem é uma vitória que se alcança todos os dias. Até pode ser que o Mal seja mais fraco do que imaginamos. À nossa frente está uma prova indelével: se a vitória não estivesse sempre do lado do Bem, como é que hordas de massas humanas teriam enfrentado monstros e insectos, desastres naturais, medo e egoísmo, para crescerem e se multiplicarem? Não teriam sido capazes de formar nações, de se excederem em criatividade e invenção, de conquistar o espaço e de declarar os direitos humanos. A verdade é que o Mal é muito mais barulhento e tumultuoso, e que o homem se lembra mais da dor do que do prazer."

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