quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

A posse

Agora é o fascínio do branco,
da alquimia da posse,
da refrega;
abraço a sinceridade,
os despojos da esperança;
fiz-me à vela,
entre rochedos de espumas
[em buliçosa ruptura];
estou mais longe de mim
do que antes das claridades
das madrugadas rompantes.
Até quando estarás afastada do meu tacto,
do meu alento?


(fonte da imagem:
http://www.domontgallery.com/)

1 comentário:

Nilson Barcelli disse...

Belo poema.
Gostei imenso, caro amigo.
Um abraço.