quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

K

poema noite

O poema riscou o papel,
acentuou-se,
na vertigem azul,
no caldo dissonante
da espera;
vigiei-o
nas sombras do compêndio,
na vaga ligeireza do livro,
da estampa;
houve até laivos de mistério 
nas suas noites mal dormidas,
encarando a dor, a paixão.
O poema já escrito,
rastejou para a luz
e crucificou-se em jeito de vitória,
de certeza final... 

(fonte da imagem:
http://view.stern.de/)

1 Comentários:

Blogger Nilson Barcelli disse...

O poema conseguido é assim, de facto.
O pior é chegar a essa certeza final...
Um abraço, caro amigo.

quinta-feira, 13 janeiro, 2011  

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"[...] Apesar de tudo o que se passa à nossa volta, sou optimista até ao fim. Não digo como Kant que o Bem sairá vitorioso no outro mundo. O Bem é uma vitória que se alcança todos os dias. Até pode ser que o Mal seja mais fraco do que imaginamos. À nossa frente está uma prova indelével: se a vitória não estivesse sempre do lado do Bem, como é que hordas de massas humanas teriam enfrentado monstros e insectos, desastres naturais, medo e egoísmo, para crescerem e se multiplicarem? Não teriam sido capazes de formar nações, de se excederem em criatividade e invenção, de conquistar o espaço e de declarar os direitos humanos. A verdade é que o Mal é muito mais barulhento e tumultuoso, e que o homem se lembra mais da dor do que do prazer."

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