quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

poema noite

O poema riscou o papel,
acentuou-se,
na vertigem azul,
no caldo dissonante
da espera;
vigiei-o
nas sombras do compêndio,
na vaga ligeireza do livro,
da estampa;
houve até laivos de mistério 
nas suas noites mal dormidas,
encarando a dor, a paixão.
O poema já escrito,
rastejou para a luz
e crucificou-se em jeito de vitória,
de certeza final... 

(fonte da imagem:
http://view.stern.de/)

1 comentário:

Nilson Barcelli disse...

O poema conseguido é assim, de facto.
O pior é chegar a essa certeza final...
Um abraço, caro amigo.