quarta-feira, 10 de março de 2010

K

palavras

São minhas as palavras
que me corroem,
me arrojam a mente pelo papel.
Entre dois substantivos
o verbo não se aquieta.
Esfuma-se a ideia,
o sentido.
Passa o deserto pela Língua
que, espúria, me atraiçoa
o sentir.
Em vão, junto os pulsos aos céus,
a minha cabeça tomba,
e um corropio feérico,
desnuda a Palavra,
seca, casca de nada,
bocejo finando-se
in sfumatto
(ad miseria mundi...)













(fonte da imagem:
http://www.iar.unicamp.br/)

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1 Comentários:

Blogger maré disse...

a palavra
é substantiva saliva
e úbero verbo
que se abre como a flor à voz do dia. ou como a noite quando estende os seus tentáculos em corropio pelo sentir.
devora-nos o fruto doce
que nos encima a lingua

______


um beijo
serenamente marítimo

quinta-feira, 11 março, 2010  

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"[...] Apesar de tudo o que se passa à nossa volta, sou optimista até ao fim. Não digo como Kant que o Bem sairá vitorioso no outro mundo. O Bem é uma vitória que se alcança todos os dias. Até pode ser que o Mal seja mais fraco do que imaginamos. À nossa frente está uma prova indelével: se a vitória não estivesse sempre do lado do Bem, como é que hordas de massas humanas teriam enfrentado monstros e insectos, desastres naturais, medo e egoísmo, para crescerem e se multiplicarem? Não teriam sido capazes de formar nações, de se excederem em criatividade e invenção, de conquistar o espaço e de declarar os direitos humanos. A verdade é que o Mal é muito mais barulhento e tumultuoso, e que o homem se lembra mais da dor do que do prazer."

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