sexta-feira, 7 de agosto de 2009

onde?



Para onde foi minha alegria,
meu momento?
Para onde vai o fascínio,
o fractal do meu desejo?
Ainda estarei no percurso
das muletas subtis?
Respondi ao apelo,
à voz taciturna,
ao esquecimento,
às memórias que já
se desvaneceram;
corri o meu caminho,
a minha mordaz glória.
Lenta, insidiosamente
na espinha da noite,
vi os restos de mim,
semeados pelas telas vivazes
de um outro eu.
(imagem retirada da net)



2 comentários:

Maria Clarinda disse...

Excelente este teu poema...as telas...te indicarão o caminho.
Jhs

Paula Raposo disse...

O outro eu sempre presente. Beijos.