quinta-feira, 6 de agosto de 2009

K

Piódão


Deste-me o xisto,
cravei o coração
de negro.
Amassei-o,
misturei-o
com a terra,
comparsa,
abracei-te e,
e fiz-te povoado.
No sopé da montanha,
ficaste calcada,
semeada.
Então,
na brancura da madrugada,
deste-me a igreja
que coroei no rossio
e a fiz alva
envolta em negro cetim.
E assim ficaste...
(imagem retirada da net)

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2 Comentários:

Blogger Maria Clarinda disse...

Ainda não perdi a esperança de visitar Piodão...e tu abriste-me ainda mais o apetite com este teu poema maravilhoso.
Jhs

sexta-feira, 07 agosto, 2009  
Blogger Paula Raposo disse...

Muito belo o teu poema. Beijos.

segunda-feira, 10 agosto, 2009  

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"[...] Apesar de tudo o que se passa à nossa volta, sou optimista até ao fim. Não digo como Kant que o Bem sairá vitorioso no outro mundo. O Bem é uma vitória que se alcança todos os dias. Até pode ser que o Mal seja mais fraco do que imaginamos. À nossa frente está uma prova indelével: se a vitória não estivesse sempre do lado do Bem, como é que hordas de massas humanas teriam enfrentado monstros e insectos, desastres naturais, medo e egoísmo, para crescerem e se multiplicarem? Não teriam sido capazes de formar nações, de se excederem em criatividade e invenção, de conquistar o espaço e de declarar os direitos humanos. A verdade é que o Mal é muito mais barulhento e tumultuoso, e que o homem se lembra mais da dor do que do prazer."

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