quarta-feira, 13 de maio de 2009

Silêncio, caos


"... e é o silêncio que perdura

quando morremos em nós"

(inspirado num poema de Paula Raposo em "As minhas romãs")

um silêncio descaído;
uma voz que já não chama,
sentada num chão encerado
uma vida que teima
em viver.
Já não há brados,
clamores;
(voz que clama no deserto...);
apenas, só a luz de mofo
que entorta o vazio.
Vagos suspiros, queixumes,
uma morte que tarda,
persiste um caos,
mudo, silente,
uma voz que já nem condena,
zanga ou enfurece...
não há esperança ou caminho;
no chão encerado,
houve um clarão,
fugaz...
(imagem retirada da net)

2 comentários:

anareis disse...

Estou fazendo uma campanha de doações para meu projeto da minibiblioteca comunitária e outras atividades para crianças e adolescentes da minha comunidade carente aqui no Rio de Janeiro,preciso da ajuda de todas as pessoas de bom coração,pode doar de 5,00 a 20,00. Doações no Banco do Brasil agencia 3082-1 conta 9.799-3 Que DEUS abençõe todos nos. Meu e-mail asilvareis10@gmail.com

Paula Raposo disse...

Tão lindo o teu poema! Obrigada por te teres inspirado no meu poema, fico contente por inspirar um Poeta! Beijos.