domingo, 3 de maio de 2009

meu cansaço


Açambarquei um olhar,

pendurei as estrelas,

sorri à coruja estremunhada.

Entre rosas, braçadas,

encantei o sorriso dum jardim,

quase tão florido,

como coroada estava a fronte

dum qualquer atleta,

em fuga do seu perfil,

da sua latitude.

Emergi,

entre velhas urzes,

graciosas sombras guiavam

um infidável tempo escalavrado,

já.

Sentei o cansaço,

entre um pas-de-deux

e uma roda.
Sorri.

Era o vento de trevas,

quási infinitas,

sublimes

inocentes.

A estátua insólita,

duas rosas,

dois pulsos

entrelaçados...


(imagem retirada da net)

3 comentários:

Paula Raposo disse...

Gostei imenso da imagem dos 'pulsos entrelaçados'. Parece-me etéreo...beijos.

Maria Clarinda disse...

Jaime gostei muito deste teu poema. jinhos mil

Jaime A. disse...

Obrigado pela vossa passagem por aqui.
Beijinhos