quinta-feira, 22 de junho de 2006

Pétrea manhã

Talvez ficasse esperando,
sentado numa pedra,
ao fresco sol da manhã.
Brisando o ar,
minh'alma expectante,
meu sorriso guardado.
Talvez lembrasse,
tempos.
Tempos de risos,
risos garotos,
sem mal,
apenas risos.
Sopra o vento,
sentado,o horizonte chama-me,
deliciado, talvez.
Entre as frestas,
vejo uma cálida memória,
quase anciã,
uma memória tão vaga,
como as vagas de um lago,
estacado no tempo.
Dói-me a pedra sob mim.
Há uma rocha
sobre a minha fronte,
gelada,pétrea.
Afila-se o olhar...nada vê,
tudo imóvel,
naquela manhã,
tão queda,
tão lerda,
suave,
bêbeda de si.

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