quinta-feira, 8 de junho de 2006

K

Tudo pela Nação...

Talvez haja alguém que acredite.
Talvez…
Estar com grupos de rapazes e raparigas e “passar-lhes” algo a que eufemisticamente chamam “competências”.
Estarão eles e elas interessados em conhecer melhor a sua Língua, o passado que nos dita o futuro, outras línguas/culturas, a Terra e os seres que nela habitam, as propriedades dos materiais com que lidam diariamente, em trabalhar com esses materiais…?
Que farão eles e elas com essa “bagagem”? Continuarão os seus estudos até estarem habilitados a trabalhar para e com o país? Quererão dar por terminados os seus estudos e aprender um ofício?
Um país precisa de nós. Todos!! “ Não pergunteis o que o vosso País pode fazer por vós! Perguntai, sim, o que podeis fazer pelo vosso País!”. Sábias palavras...
Não precisamos de “patriotinheiros”ou de “politicóides” a pensarem somente em si e a arrogarem-se ao direito de falarem e agirem em nome do “Povo”…
Todos somos úteis? Nem todos seremos dignos de o ser.
Há uma Pátria, um Povo, uma História que nos interpelam diariamente. Qual a nossa resposta? Servir? Não quero saber? Mais comummente “tou-me a…”?
Afinal quem somos? Os eternos expectantes de brumosas novas que nos resolvam uma “crise”? Uma “crise” que já se esgotou no conceito, no significado?
A revolta contra o “outro”a quem tudo é assacado?
Talvez seja tempo de crescer, como os rapazes e raparigas com quem lidamos diariamente.
Talvez…

3 Comentários:

Blogger pedro_nunes_no_mundo disse...

Será possível?
Passar-lhes alguma coisa, quero eu dizer.

Num mundo sem grande história em que tudo sempre passa, talvez a nossa função seja fazê-los parar.
Só um momento.
Fazê-los esquecer que tudo passa,
sentando-os na nossa pedra, à beira do caminho, e ensinar-lhes a parar e a ouvir, a ver e a sentir o mundo, sentados, sem pressas nem obrigação, fora dele por instantes.

Aí começa a vida. Aí começa a utopia.

(A mim, o sono dá-me para estas coisas...)

segunda-feira, 12 junho, 2006  
Blogger Quid Iuris? disse...

Mas que conversa de velhos é esta que por aqui vai?
Toda a gente sabe que a anção é a selcção e tudo o que sair fora do relvado e dos 90 minutos ou são comentários ao jogo ou são prognósticos do jogo.
São so adultos que ensinam assim, e as crianças aprendem assim. Elas podem não ser sempre boas alunas, mas nestas coisas, aprendem bem! Copiam o que os grandes fazem, copiam o que vêem fazer na tv, o que ouvem dizer à mesa de jantar, enfim...copiam tudo o que for modelo de vida significativo para eles. E a verdade é que os modelos de vida deles são os portugueses. Só por aí os pobres coitados já têm o futuro estragado. Porque os portugueses, não me levem a mal, mas o antipatriotismo às vezes lá me vem "ó de cima", e digo coisas como estas, mas os portugueses, são pessimistas, depressivos e preguiçosos. Até os momentos em que há alguma alegria, são sempre ensombrados por auspícios de "tanto trabalho, nao sei pra quê se eles depois vão acabar o nono ano e trabalhar nas obras". E a verdade é que isso é verdade. Passoa redun~^ancia, mas eles vão mesmo, na sua esmagadora maioria, trabalhar nas obras, se tiverem sorte! Porque nas obras ganha-se muito bem.
Mas quando saírem do trabalho vão para casa fazer o quê? Ler um livro, ver as notícias ou ver as gajas a passar na esplanada e ver a novela na TVI?
Mas e quando receberem o salário ao fim do mês, vão saber administrá-lo ou vão gastar tudo no bar da esquina e numas saídas com umas miúdas ou vão saber investir numa casa, num carro, em coisas úteis que elevam a qualidade de vida?
Quando estiverem de férias, vão à praia exibir (ou apanhar) o bronze e tentar engatar umas bifas ou vão viajar, ver teatro, ver cinema, ver museus, ver o mundo?
Só assim vamos ter miudos mais Portugueses e menos portugueses.
Mas os professores têm que dar o primeiro passo.
Primeira lição: Sorria!
SEgunda lição: Continue sorrindo!
Terceira lição: Repetir primeira e segunda lições.

terça-feira, 20 junho, 2006  
Blogger pedro_nunes_no_mundo disse...

Essa está boa.

quarta-feira, 21 junho, 2006  

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"[...] Apesar de tudo o que se passa à nossa volta, sou optimista até ao fim. Não digo como Kant que o Bem sairá vitorioso no outro mundo. O Bem é uma vitória que se alcança todos os dias. Até pode ser que o Mal seja mais fraco do que imaginamos. À nossa frente está uma prova indelével: se a vitória não estivesse sempre do lado do Bem, como é que hordas de massas humanas teriam enfrentado monstros e insectos, desastres naturais, medo e egoísmo, para crescerem e se multiplicarem? Não teriam sido capazes de formar nações, de se excederem em criatividade e invenção, de conquistar o espaço e de declarar os direitos humanos. A verdade é que o Mal é muito mais barulhento e tumultuoso, e que o homem se lembra mais da dor do que do prazer."

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