quarta-feira, 21 de junho de 2006

Corpo

Brisa-se um sol.
Longa madrugada,
espreguiça-se
suave pela areia,
morna de ti.
O teu corpo estende-se,
espraia-se por mim todo,
sinto-te em mágoas,
em cheiros,
em tudo o que é teu.
Meu é o céu
que nos aguarda.
Teu olhar,
que me despe
impiedoso.
Tua pele que me rodeia,
teu ar,
sons,
nós...

1 comentário:

helena disse...

Este teu poema é mesmo um "sopro divino" como divina é a entrega entre dois seres que se amam.esse "nós" representa bem a totalidade.
Um abraço