quinta-feira, 14 de janeiro de 2016

K

Esplanada

Mais um dia.
A esplanada,

a mesa,
o copo,
deslizavam

rumo a um sol
[estático].
O vento,
doce melancolia,
sugava-me para um lago 
não distante,
numa
[voragem]
de águas.

Mais um dia.
Tudo era sépia,
massa silenciosa,
meu 
[esquecimento],
minhas mãos soltas,
separadas,
livres,
abrindo-se em
[sentido único].

(Imagem do autor 
obtida com telemóvel:
Penacova e arredores,
início de 2016) 

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2 Comentários:

Blogger Jaime A. disse...

Esplanada, hoje, só se for com samarra, sobretudo e mais umas quantas peças de roupa. Abraço!

(Comentário de Rafeiro Perfumado enviado por mail. Esperemos que a partir de agora já seja menos difícil efectuar comentários neste blogue).

sábado, 16 janeiro, 2016  
Blogger Graça Pires disse...

Minhas mãos conseguiram hoje soltar o espaço de te comentar. Este poema tem uma leveza e uma serenidade extraordinárias. Como se o vento me levasse nessa voragem...
Um beijo, Jaime.

segunda-feira, 01 fevereiro, 2016  

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"[...] Apesar de tudo o que se passa à nossa volta, sou optimista até ao fim. Não digo como Kant que o Bem sairá vitorioso no outro mundo. O Bem é uma vitória que se alcança todos os dias. Até pode ser que o Mal seja mais fraco do que imaginamos. À nossa frente está uma prova indelével: se a vitória não estivesse sempre do lado do Bem, como é que hordas de massas humanas teriam enfrentado monstros e insectos, desastres naturais, medo e egoísmo, para crescerem e se multiplicarem? Não teriam sido capazes de formar nações, de se excederem em criatividade e invenção, de conquistar o espaço e de declarar os direitos humanos. A verdade é que o Mal é muito mais barulhento e tumultuoso, e que o homem se lembra mais da dor do que do prazer."

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