quinta-feira, 14 de janeiro de 2016

Esplanada

Mais um dia.
A esplanada,

a mesa,
o copo,
deslizavam

rumo a um sol
[estático].
O vento,
doce melancolia,
sugava-me para um lago 
não distante,
numa
[voragem]
de águas.

Mais um dia.
Tudo era sépia,
massa silenciosa,
meu 
[esquecimento],
minhas mãos soltas,
separadas,
livres,
abrindo-se em
[sentido único].

(Imagem do autor 
obtida com telemóvel:
Penacova e arredores,
início de 2016) 

2 comentários:

Jaime A. disse...

Esplanada, hoje, só se for com samarra, sobretudo e mais umas quantas peças de roupa. Abraço!

(Comentário de Rafeiro Perfumado enviado por mail. Esperemos que a partir de agora já seja menos difícil efectuar comentários neste blogue).

Graça Pires disse...

Minhas mãos conseguiram hoje soltar o espaço de te comentar. Este poema tem uma leveza e uma serenidade extraordinárias. Como se o vento me levasse nessa voragem...
Um beijo, Jaime.