quarta-feira, 29 de julho de 2009

escrita

Gastei uma hora pensando um verso
que a pena não quer escrever.
No entanto ele está cá dentro
inquieto, vivo.
Ele está cá dentro
e não quer sair.
Mas a poesia deste momento
inunda minha vida inteira.
(Carlos Drummond de Andrade in Memória Viva)

A minha vida

exclama o verso,

explode-o em camadas,

quais marés de fúrias,

de tsunamis esquecidos.

Esse verso inquieto

toma o meu coração de assalto

e puxa a minha pena

de sopetão.

Onde pára a minha mão

que traz os versos

do meu coração à página

tão vagamente esquiva?


(imagem retirada da net)










1 comentário:

Paula Raposo disse...

Muito bem inspriado!! Gostei. Beijos.