sexta-feira, 31 de julho de 2009

K

vale

Desci ao vale das mentiras,
floresceu o caule
das certezas.
Encarei o bojo
da cegueira,
entre duas escarpas;
revirei as pedras
da humildade.
Sob o manto da espera,
troaram vagas de angústia,
brandindo a espuma de ontem.
O vale, quase em sorriso,
mergulhou no rio da justeza;
emergiu em gargalhadas
de solidão,
em paredes a pique,
quase polidas d’esperança…

(imagem retirada da net)

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1 Comentários:

Blogger Paula Raposo disse...

A vida é isso mesmo. Mas a 'quase' esperança vale tudo! Gostei. Beijos.

sexta-feira, 31 julho, 2009  

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"[...] Apesar de tudo o que se passa à nossa volta, sou optimista até ao fim. Não digo como Kant que o Bem sairá vitorioso no outro mundo. O Bem é uma vitória que se alcança todos os dias. Até pode ser que o Mal seja mais fraco do que imaginamos. À nossa frente está uma prova indelével: se a vitória não estivesse sempre do lado do Bem, como é que hordas de massas humanas teriam enfrentado monstros e insectos, desastres naturais, medo e egoísmo, para crescerem e se multiplicarem? Não teriam sido capazes de formar nações, de se excederem em criatividade e invenção, de conquistar o espaço e de declarar os direitos humanos. A verdade é que o Mal é muito mais barulhento e tumultuoso, e que o homem se lembra mais da dor do que do prazer."

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