terça-feira, 28 de julho de 2009

Gesta















Desci a escarpa,
as rochas serpenteavam,
algas sentiam o meu corpo,
veemente.
Pequenas poças reflectiam um rosto,
não era o meu.
O Sol picava forte
nos atalhos encadeados,
mas não o sentia,
ali,
mirando poentes arcaicos;
os meus átomos presentes
nas primeiras marés,
ensurdecedoras,
quase crespas.
Participara,
mas não fora parte,
já não era ou estava…
Sobrevoava-me,
em espírito descendente,
um velho alado, quase familiar.
Rodo as velhas sensações
em ares de violeta,
e então ensaio, preparo,

em longarinas de angústia,
uma fuga de gesta quase fatídica…

(imagem retirada da net)

2 comentários:

Paula Raposo disse...

Adorei este poema!! Beijos.

Quid Iuris? disse...

Nas férias, aprecio a ausência até de mim mesma.