terça-feira, 26 de maio de 2009

palavras


Podemos silenciar todas as palavras

porque no nosso peito

elas estão vivas

(Paula Raposo em “As minha romãs”)

Podemos calar todas as armas,
silenciar revoltas,
mas as palavras
sempre ficarão no nosso peito.
Podemos despejar nosso olhar,
noutros olhos,
fechar o que sentimos,
mas as palavras,
essas,
ficarão no nosso peito.
Podemos até fugir,
mudar de terra, de afectos
de nome,
mas as palavras ficarão no nosso peito,
vivas.
Acordam-se os homens,
acorda-se o tempo,
acorda-se a vida,
porque há palavras
que em si trazem sementes de revolta, de mudança, de comunhão.

“No princípio era o Verbo…”

(imagem retirada da net)

2 comentários:

Paula Raposo disse...

Obrigada Jaime, mais uma vez, por teres gostado, por te teres inspirado e por teres escrito tão belo poema! Muito, muito obrigada do fundo do meu coração. As palavras vão, voltam e às vezes conseguem derrubar-nos. Muitos beijos.

Jaime A. disse...

è com muito prazer que uso o teu "mote" para o que escrevo.
Muito obrigado por vires.
Um beijo