domingo, 22 de fevereiro de 2009

verbos de ir

nunca o regresso fora tão desejado,

nunca as paredes,

os mosaicos,

a luz, matizada por velhos cortinados,

esfumados num quotidiano voraz,

nunca nada do me que fora tão meu,

fora assim tão sorvido.

"Construir o caminho para que ele exista"...

dar repouso às sandálias, ancorar;

sereno é o homem,

que apenas tem o céu

acima da sua cabeça...



(a partir de um poema de Paula Raposo)

3 comentários:

Paula Raposo disse...

Está lindo o teu poema!! Obrigada por te inspirar. Muitos beijos.

Graça Pires disse...

Muito bom o poema. "Construir o caminho para que ele exista". Lindo. A lembrar António Machado: não há caminho. Faz-se o caminho a andar...
Beijos.

Ana Matias disse...

Temos sempre que ir a algum lugar! Muito lindo!
Beijos!