domingo, 22 de fevereiro de 2009

K

verbos de ir

nunca o regresso fora tão desejado,

nunca as paredes,

os mosaicos,

a luz, matizada por velhos cortinados,

esfumados num quotidiano voraz,

nunca nada do me que fora tão meu,

fora assim tão sorvido.

"Construir o caminho para que ele exista"...

dar repouso às sandálias, ancorar;

sereno é o homem,

que apenas tem o céu

acima da sua cabeça...



(a partir de um poema de Paula Raposo)

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3 Comentários:

Blogger Paula Raposo disse...

Está lindo o teu poema!! Obrigada por te inspirar. Muitos beijos.

domingo, 22 fevereiro, 2009  
Blogger Graça Pires disse...

Muito bom o poema. "Construir o caminho para que ele exista". Lindo. A lembrar António Machado: não há caminho. Faz-se o caminho a andar...
Beijos.

segunda-feira, 23 fevereiro, 2009  
Blogger Ana Matias disse...

Temos sempre que ir a algum lugar! Muito lindo!
Beijos!

quarta-feira, 25 fevereiro, 2009  

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"[...] Apesar de tudo o que se passa à nossa volta, sou optimista até ao fim. Não digo como Kant que o Bem sairá vitorioso no outro mundo. O Bem é uma vitória que se alcança todos os dias. Até pode ser que o Mal seja mais fraco do que imaginamos. À nossa frente está uma prova indelével: se a vitória não estivesse sempre do lado do Bem, como é que hordas de massas humanas teriam enfrentado monstros e insectos, desastres naturais, medo e egoísmo, para crescerem e se multiplicarem? Não teriam sido capazes de formar nações, de se excederem em criatividade e invenção, de conquistar o espaço e de declarar os direitos humanos. A verdade é que o Mal é muito mais barulhento e tumultuoso, e que o homem se lembra mais da dor do que do prazer."

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