quarta-feira, 2 de julho de 2008

em fuga


Não,

não criei o mundo.

Nem o corro,

demente.

Sorriram-me,

estenderam-me a mão,

rogaram-me que o possuísse.

Ri,

ri sem gosto.

O mundo tem-nos,

isso sim;

entre sóis e luas,

numa clara noite,

esquecida de memórias,

banhada de afagos esquecidos,

as pegadas rarefeitas,

submersas.

Morna a loucura,

o espanto,

entregam-me o mundo,

fujo dele,
fujo dele,
(...e fico!)


(inspirado por Menina Marota)
(Fotografia de J.N.)

3 comentários:

Moranguinho disse...

olá Jaime como vai? Esbarrei por acaso neste blog e achei-o muito bom daí que vou deixar o meu contributo...
"saudade"
Grito de saudade quando a saudade não cabe no peito, e transborda pelos olhos.
Saudade de todos as histórias que sonhei.
Saudade das horas que imaginei. Saudade das horas das horas que imaginei. Saudade de que o tempo vá para onde eu quero. Saudade imensa que paralisa. Saudade não é dor de não ter, mas sim a certeza de que um dia esteve perto.Saudade são águas passadas que se acumulam em nossos corações, inundem nossos pensamentos, transbordam por nossos olhos, deslizam em pequenas goticulas de lembranças que por fim, morrem na realidade de nossos lábios.Saudade é quando, sem autorização, o teu pensamento apresenta um capitulo.Saudade é um nó muito apertado, bem no meio do nosso sossego.Saudade é uma ilha sem barcos.A despedida é um momento de tristeza, em que os corações se preparam para viver uma saudade."
Desculpe foi um pouco longo...
Abraço e mais uma vez parabéns... bloig muti sóbrio. (f.a)

helena disse...

Fica amigo, fica!
Fazes falta.
Um beijinho
Helena

Jaime A. disse...

O ficar pressupõe um desejo, um sentido de partir, Helena.
Sinceramente nem sei o que sinto. Mas, já o disse, é bom sentir-se querido onde quer que se esteja.
Um beijão.