domingo, 13 de abril de 2008

passeiam os olhos,
a sombra cúmplice,
a voz esparsa,
o sorriso,
oco talvez.
Há um abandono,
um abandono tão final,
tão liso de dor
que a esquina ondulante,
se fixa algures.
E os olhos espraiados
já nada buscam,
no desenho falso
que os habita.

(a partir dum poema de musalia)

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