quarta-feira, 16 de janeiro de 2008

... aurora...


Desliza pelo tempo

uma aurora muda.

Entre os dedos,

sinto a lonjura

de dias que já não há;

em simetria dupla,

revejo meus passos;

na lentidão

dum desejo quase consumado,

a noite enrosca-se-me,

numa seda suave,

morna,

mirando

aquela aurora,

suave,

pura,

tranquila...

7 comentários:

Blindness disse...

A aurora, se ela falasse muito teria para contar... muitos desejos, sonhos, partilhas,...

Jaime A. disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Jaime A. disse...

Da luz sempre se parte...

© Piedade Araújo Sol disse...

Muito belo este poema!

Mereces o prémio abaixo.

Beijo

Jaime A. disse...

Piedade,
bem-hajas por apareceres, és sempre muito bem vinda.
Adoro escrever e a resposta de quem me lê dá-me ânimo para continuar (passe o lugar-comum...).
Beijos

helena disse...

...e tens que continuar, amigo meu.
Auroras como as que descreves não podem ficar fechadas em gavetas trancadas.
É sempre bom que as partilhes connosco.
Beijo amigo

Jaime A. disse...

Helena, amiga. Tu és daquelas pessoas que têm o dom de me ajudar a "desenroscar" e vir para o ar livre mostrar(-me).
Bem-hajas pelas críticas, por tudo o que me deixas aqui.
Beijos