sexta-feira, 27 de abril de 2007

K

vinte e cinco do quatro de setenta e quatro


A madrugada,

fria,

escorrente de humidade,

de memórias infames,

essa madrugada amanheceu;

os punhos a esmagar as memórias,

as botas a pisotear um passado,

um passado mesmo de longe.

Nas passagens, a Liberdade renascia em cada tempo,

e, pela primeira vez,

as madrugadas já não eram húmidas,

as memórias eram sonhos,

e só faltava cumprir-se Portugal!!!

1 Comentários:

Blogger ANA LUCIA disse...

PASSEI PARA DEIXAR MEU CARINHO ..BOM FINAL DE SEMANA...

domingo, 29 abril, 2007  

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"[...] Apesar de tudo o que se passa à nossa volta, sou optimista até ao fim. Não digo como Kant que o Bem sairá vitorioso no outro mundo. O Bem é uma vitória que se alcança todos os dias. Até pode ser que o Mal seja mais fraco do que imaginamos. À nossa frente está uma prova indelével: se a vitória não estivesse sempre do lado do Bem, como é que hordas de massas humanas teriam enfrentado monstros e insectos, desastres naturais, medo e egoísmo, para crescerem e se multiplicarem? Não teriam sido capazes de formar nações, de se excederem em criatividade e invenção, de conquistar o espaço e de declarar os direitos humanos. A verdade é que o Mal é muito mais barulhento e tumultuoso, e que o homem se lembra mais da dor do que do prazer."

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