quinta-feira, 3 de agosto de 2006

parede

A parede especa-se-me,
imóvel,
parda.
Acima,
um céu anegrado,
sublime,
triunfante na sua turvez;
torna quase alva a parede.
Olho-a.
Desafia-me.
Baixo o olhar;
as mãos estendem-se-me
inexoráveis...
chumbo,
sempre chumbo...

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