segunda-feira, 7 de agosto de 2006

K

m...

Estendo-te as mãos...
Esperavas-me...
há muito.
Espiavas-me,
esgueiravas-te.
Com paciência,
em sussuros apenas teus;
aguardavas-me.
Lambias tuas mãos,
que iriam segurar minha cabeça.
Teus olhos cavos
preparavam a estocada final.
Em cada esquina
ias mirando meus passos,
quase seguros,
quase esquecidos de ti.
Até que, ao tropeço,
te estendo as mãos,
recordado
das suaves dores que me trazes,
tão seca, inominada.
Desenvolta,
carregas-me,
sinto teu corpo;
gélido sempre.
Deixo-me ir.
Anunciada estavas,
(havia muito...)

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"[...] Apesar de tudo o que se passa à nossa volta, sou optimista até ao fim. Não digo como Kant que o Bem sairá vitorioso no outro mundo. O Bem é uma vitória que se alcança todos os dias. Até pode ser que o Mal seja mais fraco do que imaginamos. À nossa frente está uma prova indelével: se a vitória não estivesse sempre do lado do Bem, como é que hordas de massas humanas teriam enfrentado monstros e insectos, desastres naturais, medo e egoísmo, para crescerem e se multiplicarem? Não teriam sido capazes de formar nações, de se excederem em criatividade e invenção, de conquistar o espaço e de declarar os direitos humanos. A verdade é que o Mal é muito mais barulhento e tumultuoso, e que o homem se lembra mais da dor do que do prazer."

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