quarta-feira, 15 de maio de 2013

K

um fio

Acompanho-me à janela,
os bancos lá fora
gelam o que me resta;
sou,
- entre as volutas,
entre as colunas cegas -
um fio teso,
ríspido,
sendo-se;
já não vejo os clarões,
as matas refulgentes,
os fogos a que me sujeitei,
no falso gozo
de uma delinquência oculta,
labaredas já sem chama,
prostração requentada...
Vês?
Vês como me acompanho,
como me decreto
persona non grata
in casus belli,
uma justa sem ganhador,
por todos
terem morrido
às próprias mãos?
Vestígios de liça,
apenas...
("Sorri à morte,
abençoa os teus,
sê sereno nas tuas orações,
age antes de esperares
no teu Deus,
para que não te sintas defraudado."
Fala de Estêvão a Teófilo)
(fonte da imagem:

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3 Comentários:

Blogger Daniel C.da Silva (Lobinho) disse...

Um poema maior...

abraço

sexta-feira, 17 maio, 2013  
Blogger Rafeiro Perfumado disse...

A vida por um fio...

domingo, 19 maio, 2013  
Blogger vieira calado disse...

Sim, meu caro!
Às vezes ficam só vestígios...
Forte abraço|

domingo, 19 maio, 2013  

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"[...] Apesar de tudo o que se passa à nossa volta, sou optimista até ao fim. Não digo como Kant que o Bem sairá vitorioso no outro mundo. O Bem é uma vitória que se alcança todos os dias. Até pode ser que o Mal seja mais fraco do que imaginamos. À nossa frente está uma prova indelével: se a vitória não estivesse sempre do lado do Bem, como é que hordas de massas humanas teriam enfrentado monstros e insectos, desastres naturais, medo e egoísmo, para crescerem e se multiplicarem? Não teriam sido capazes de formar nações, de se excederem em criatividade e invenção, de conquistar o espaço e de declarar os direitos humanos. A verdade é que o Mal é muito mais barulhento e tumultuoso, e que o homem se lembra mais da dor do que do prazer."

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