quinta-feira, 19 de abril de 2012

K

liber(i)dade

Falaremos outro dia,
falaremos
quando a brisa da tarde
for mais tolerante,
quando as folhas da manhã
forem mesmo vermelhas,
quando os velhos olharem o Sol
com a parcimónia de quem sabe.
A minha voz há-de fundir-se
nas cristas que o tempo tem,
entre risadas infantis,
entre vibratos subitamente
lívidos de mel escorrido.
Quando te falar,
a tua voz cruzar-se-á
com a minha,
e ambas pronunciarão
as cores de um tempo novo,
em que, só em Liberdade,
as palavras serão gente!
(fontes das imagens:

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"[...] Apesar de tudo o que se passa à nossa volta, sou optimista até ao fim. Não digo como Kant que o Bem sairá vitorioso no outro mundo. O Bem é uma vitória que se alcança todos os dias. Até pode ser que o Mal seja mais fraco do que imaginamos. À nossa frente está uma prova indelével: se a vitória não estivesse sempre do lado do Bem, como é que hordas de massas humanas teriam enfrentado monstros e insectos, desastres naturais, medo e egoísmo, para crescerem e se multiplicarem? Não teriam sido capazes de formar nações, de se excederem em criatividade e invenção, de conquistar o espaço e de declarar os direitos humanos. A verdade é que o Mal é muito mais barulhento e tumultuoso, e que o homem se lembra mais da dor do que do prazer."

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