quinta-feira, 17 de maio de 2012

K

águas

Embrulhei-me entre o ontem e o amanhã,
já nem as águas chegavam;
o cais estava deserto de risos,
de infinitas vozes,
e o mar ia lambendo
os restos de algas e de verde
que a memória alcançava.
Navegavam os meus sonhos,
e as carícias que emprestaram
ao riso que te envolvia;
e, assim, entre o ontem
e o amanhã,
num quase-alegre reboliço
pintalgava um alvorecer
que se ia erguendo,
por detrás das águas,
numa quietude transparente.
(foto do autor
obtida com telemóvel)

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1 Comentários:

Blogger Rafeiro Perfumado disse...

Não sei bem porquê mas gosto da imagem, faz-me lembrar uma pintura em pastel. Abraço!

segunda-feira, 21 maio, 2012  

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"[...] Apesar de tudo o que se passa à nossa volta, sou optimista até ao fim. Não digo como Kant que o Bem sairá vitorioso no outro mundo. O Bem é uma vitória que se alcança todos os dias. Até pode ser que o Mal seja mais fraco do que imaginamos. À nossa frente está uma prova indelével: se a vitória não estivesse sempre do lado do Bem, como é que hordas de massas humanas teriam enfrentado monstros e insectos, desastres naturais, medo e egoísmo, para crescerem e se multiplicarem? Não teriam sido capazes de formar nações, de se excederem em criatividade e invenção, de conquistar o espaço e de declarar os direitos humanos. A verdade é que o Mal é muito mais barulhento e tumultuoso, e que o homem se lembra mais da dor do que do prazer."

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