domingo, 11 de julho de 2010

vulcán

Debruçou-se:
as águas verteram lume,
submisso, mais do que ágil;
segmentou a linha do tempo:
cortou o espaço
na dúbia exposição do corpo.
Esfregou o génio
nas sobras vivas
de vagalhões em triunfo:
as paisagens álgidas
carreavam
figuras secas, indecisas
(caixões de eras pálidas);
(...)
ao debruçar-se,
ao verter,
apontou o caminho granítico,
a voz-fúria,
a voz-eco,
a voz-voz,
(por)vir
da (r)evolução

(fonte da imagem:
http://www.panoramio.com/)

2 comentários:

Rafeiro Perfumado disse...

Já fiz duas viagens para tentar ver um vulcão. Só vi nuvens, começo a desconfiar que não existem!

Graça Pires disse...

Debruçou-se e viu-se subitamente jovem com as imagens e os sons a convergirem com os desejos...
Um belo poema!
Beijos.